segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Filme Escritores da Liberdade

Para quem é professor ou não, vale a pena assistir e descobrir como mudar a realidade do seu próximo.










“A solução” para os problemas em questão é uma professora novata, a mesma tem papel claro e conciso em relação à aprendizagem. Em sua visão o ensino-aprendizagem propõe mostrar que a realidade do aluno, as suas experiências familiares e sociais são levadas em consideração no processo de ensino-aprendizagem, o seu potencial de alguma forma tem valor, a sua capacidade de criação é imprescindível para sua transformação. Fica claro o papel do professor como mediador do saber e do conhecimento; Como o ato de ensinar sendo uma aventura criadora, onde cada aluno vai descobrir o seu ato de criação.O ato de criação deverá ter um espaço privilegiado em sala de aula, já que fomenta a participação e conseqüentemente a exploração da criticidade, tudo isto precisa passar pela vontade do professor em permitir a construção de um espaço democrático.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Salário do Professor

AULA DE MATEMÁTICA

Problema nº1

Um professor trabalha 5 horas diárias, 5 salas com 40 alunos cada. Quantos alunos ele atenderá por dia?

Resposta: 200 alunos dia.

Se considerarmos 22 dias úteis. Quantos alunos ele atenderá por Mês?

Resposta: 4.400 alunos por mês.
Consideremos que nenhum aluno faltou (hahaha) e, que em cada um deles, resolveram pagar ao professor com o dinheiro da pipoca do lanche (o mesmo valor que um : 0,80 centavos, diárias. Quanto é a fatura do professor por dia?

R: 160,00 reais diários

Se considerarmos 22 dias úteis. Quanto é faturamento mensal do mesmo professor?

R: Final do mês ele terá a faturado R$ 3.520,00.

Problema nº 2

O piso salarial é 1.187 reais, para o professor atender 4.400 alunos mensais. Quanto o professor fatura por cada atendimento?

Resposta: aproximadamente 0,27 mensais
(Valemos menos que o pacote de pipoca!... Vamos continuar os exercícios...)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Orientações para HTPC (Saresp)


SARESP - Português

Textos literários

·         Identificar os episódios principais de uma narrativa literária, organizando-os em sequência lógica.
·         Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de um texto literário.
·         Identificar marcas de lugar, tempo ou de época no enunciado de uma narrativa literária.
·         Identificar as personagens de uma narrativa literária.
·         Identificar o enunciador do discurso direto, em um segmento de narrativa literária.
·         Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora), em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição
·         Identificar uma interpretação adequada para um determinado texto literário.
·         Associar o uso de determinados recursos gráficos, sonoros ou rítmicos ao tema de um poema.
·         Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto literário, com base em sua compreensão global.
·         Inferir a moral de uma fábula, estabelecendo sua relação com o tema.
·         Inferir o efeito de humor produzido em um texto literário pelo uso intencional de palavras ou expressões.

Situações de leitura de gêneros não literários:

Histórias em quadrinhos, regulamentos, receitas, procedimentos, instruções para jogos, cardápios, indicações escritas em embalagens, verbetes de dicionário ou de enciclopédia, textos informativos de interesse curricular, curiosidades (você sabia?), notícias, cartazes informativos, folhetos de informação, cartas pessoais, bilhetes.

·         Identificar a finalidade de um texto, mobilizando conhecimentos prévios sobre o formato do gênero, tema ou assunto principal.
·         Identificar os possíveis elementos constitutivos da organização interna dos gêneros não literários: histórias em quadrinhos, regulamentos, receitas, procedimentos, instruções para jogos, cardápios, indicações escritas em embalagens, verbetes de dicionário ou de
·         enciclopédia, textos informativos de interesse escolar, curiosidades (você sabia?), notícias, cartazes informativos, folhetos de informação, cartas pessoais ou bilhetes.
·         Identificar os interlocutores prováveis de um texto, considerando o uso de expressão  coloquial, jargão, gíria ou falar regional
Tema 2
Reconstrução dos sentidos do texto.
·         Identificar o sentido denotado de vocábulo ou expressão utilizados em segmento de um texto, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.
·         Localizar item de informação explícita, posicionado em segmento inicial de um texto, considerando um único critério para recuperar a informação (o quê, quem, quando, onde, como, por quê).
·         Localizar item de informação explícita, com base na compreensão global de um texto.
·         Localizar itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.
·         Localizar itens de informação explícita em um texto, com base em uma dada proposição afirmativa de conhecimento de mundo social.
·         Localizar itens de informação explícita, relativos à descrição de características de determinado objeto, lugar ou pessoa, em um texto.
·         Organizar, na sequência em que aparecem, itens de informação explícita, distribuídos ao longo de um texto.
·         Estabelecer relações entre imagens (foto ou ilustração) e o corpo do texto, comparando itens de informação explícita.
·         Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto com base nos recursos gráfico-visuais presentes.
·         Inferir tema ou assunto principal de um texto, com base em informações contidas em título, subtítulo ou corpo do texto.
·         Selecionar legenda ou título apropriado para um texto escrito ou uma foto.
Tema 3
Reconstrução da textualidade.
·         Identificar dois argumentos explícitos diferentes sobre um mesmo fato, em um texto.
·         Identificar o efeito de sentido produzido em um texto pelo uso de marcas discursivas de temporalidade no encadeamento dos fatos.
·         Identificar o efeito de sentido produzido em um texto pelo uso intencional de recursos expressivos gráfico-visuais.
·         Estabelecer relações entre segmentos de texto, identificando substituições por formas pronominais de grupos nominais de referência.
·         Estabelecer relações de causa/consequência, entre segmentos de um texto, sendo que a causa é relativa a um fato referido pelo texto e a consequência está explícita.
·         Distinguir um fato da opinião explícita enunciada em relação a esse mesmo fato, em segmentos contínuos de um texto.
·         Recuperação da intertextualidade e estabelecimento de relações entre textos.
·         Identificar duas formas de tratar uma informação, co base na comparação de textos que tratam de um mesmo tema ou assunto.
·         Inferir o efeito de humor produzido em um texto pelo uso intencional de palavras, expressões ou imagens ambíguas.

Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita.
·         Identificar marcas de variação linguística de natureza social ou geográfica, no léxico mobilizado em um texto.
·         Identificar padrões ortográficos na escrita das palavras, com base na correlação com um dado exemplo.


Situações de leitura de gêneros literários: contos tradicionais, fábulas, mitos, lendas, crônicas narrativas, novelas, letras de música e poemas.

Compreensão de textos literários.
·         Identificar o sentido conotado de vocábulo ou expressão utilizados em segmento de um texto literário, selecionando aquele que pode substituí-lo por sinonímia no contexto em que se insere.
·         Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pela exploração de recursos ortográficos ou morfossintáticos.
·         Identificar o efeito de sentido produzido em um texto literário pelo uso intencional de  pontuação expressiva (interrogação, exclamação, reticências etc.).
·         Identificar o conflito gerador de uma narrativa literária, considerando marcas explícitas no enunciado.
·         Identificar o segmento de uma narrativa literária em que o enunciador determina o desfecho do enredo.
·         Identificar os episódios principais de uma narrativa literária, organizando-os em sequência lógica.
·         Identificar marcas do foco narrativo no enunciado de um texto literário.
·         Identificar marcas de lugar, de tempo ou de época no enunciado de uma narrativa literária.
·         Identificar as personagens de uma narrativa literária.
·         Identificar o enunciador do discurso direto, em um segmento de narrativa literária.
·         Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora), em  segmentos de um poema, a partir de uma dada definição.
·         Identificar uma interpretação adequada para um determinado texto literário.
·         Associar o uso de determinados recursos gráficos, sonoros ou rítmicos ao tema de um poema.
·         Inferir informação pressuposta ou subentendida em um texto literário, com base em sua compreensão global.
·         Inferir a moral de uma fábula, estabelecendo sua relação com o tema.
·         Inferir o efeito de humor produzido em um texto literário pelo uso intencional de palavras ou expressões.

Autores recomendados para a leitura de textos literários e gêneros: contos e fábulas tradicionais, mitos e lendas brasileiras, letras de música do cancioneiro popular infanto-juvenil, Angela Lago, Bartolomeu Campos de Queirós, Cecília Meireles, Vinicius de Moraes,
Manuel Bandeira, Ruth Rocha, Lia Zatz, Pedro Bandeira, Ziraldo, Marina Colasanti, Ana Maria Machado, Machado de Assis, Artur de Azevedo, Monteiro Lobato, Fernando Sabino, Manoel de Barros, Mario Quintana, Alcântara Machado.


SARESP – Matemática


Números, operações, funções

  • Identificar a localização de números naturais na reta numérica.
  • Escrever um número natural pela sua decomposição em forma polinomial.
  • Identificar diferentes representações de um mesmo número racional.
  • Identificar a localização de números racionais representados na forma decimal na reta numérica.
  • Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados (parte/todo, quociente, razão).
  • Identificar a fração decimal correspondente a um número decimal dado e viceversa.
  • Identificar sequências numéricas.
  • Identificar e localizar na reta números naturais escritos com três e quatro dígitos.
  • Relacionar a escrita numérica às regras do sistema posicional de numeração.
  • Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais.
  • Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números naturais.
  • Resolver problemas que envolvam a adição ou a subtração, em situações relacionadas aos seus diversos significados.
  • Resolver problemas que envolvam a multiplicação e a divisão, especialmente em
  • situações relacionadas à comparação entre razões e à configuração retangular.
  • Resolver problemas que utilizam a escrita decimal de cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro.
  • Resolver problemas com números racionais expressos na forma decimal que envolvam
  • diferentes significados da adição ou subtração.
  • Resolver problema que envolvam noções de porcentagem (25%, 50%, 100%).


Espaço e forma

  • Descrever a localização e a movimentação de pessoas ou objetos no espaço, em diversas representações gráficas, dando
  • informações sobre pontos de referência e utilizando o vocabulário de posição (direita/ esquerda, acima/abaixo, entre,em frente/
  • atrás).
  • Identificar formas geométricas tridimensionais como esfera, cone, cilindro, cubo, pirâmide, paralelepípedo ou, formas bidimensionais
  • como: quadrado, triângulo, retângulo e círculo sem o uso obrigatório da terminologia convencional.
  • Identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, usando critérios como número de lados, número de ângulos, eixos de simetria e rigidez, sem o uso obrigatório da terminologia convencional.
  • Identificar a ampliação ou redução de uma dada figura plana.


Grandezas e medidas

  • Identificar horas e minutos, por meio da leitura de relógios digitais e de ponteiro.
  • Reconhecer unidades de medida usuais de comprimento, de superfície, de capacidade, de tempo e de temperatura.
  • Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida convencionais ou não.
  • Efetuar cálculos que envolvam valores de cédulas e moedas em situações de compra e venda.
  • Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo.
  • Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padronizadas como km/m/cm/mm, kg/g/mg, l/ml.
  • Resolver problemas que envolvam o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.
  • Resolver problemas que envolvam o cálculo ou estimativa de áreas de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.

Tratamento da informação

  • Ler e/ou interpretar informações e dados apresentados em tabelas e construir tabelas.
  • Ler e/ou interpretar informações e dados apresentados em gráficos e construir gráficos (particularmente gráficos de colunas).



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A importância da leitura

O hábito de ler deve ser estimulado na infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim com certeza ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz.
Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem, é a leitura que proporciona a capacidade de interpretação.
Toda escola, particular ou pública, deve fornecer uma educação de qualidade incentivando a leitura, pois dessa forma a população se torna mais informada e crítica.



quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ensinar tarefa de profissionais

ENSINAR: TAREFA PARA PROFISSIONAIS promove uma reflexão sobre a formação dos professores do ensino fundamental, com base nos sistemas públicos de ensino. Tudo isso tomando por exemplo o Programa Escola que Vale, iniciativa da Vale do Rio Doce em parceria com o Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária e com as Secretarias Municipais de Educação. Um projeto que busca a melhoria da qualidade da educação na Rede Pública de Ensino.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Produção de Texto

Produção de Texto

Itens mobilizados pelo escritor
1. Conhecimentos lingüísticos
2. Capacidades lingüísticas da escrita
3. Procedimentos de escrita
4. Comportamentos de escrita

1. Conhecimentos Lingüísticos
• Discursivos: tudo que está implicado na Produção de Texto
• Pragmáticos
• Textuais
• Gramaticais
• Notacionais

Discursivos – adequação do texto
• As características que se supõe que o leitor pretendido possua.
• As finalidades que se pretende atingir
• As características do portador e do lugar de circulação
• As características do gênero no qual será organizado

2. Capacidades lingüísticas de escrita
a.Organização do texto
3. Utilizado em todo o processo de produção
a.Planejar o texto
4. Comportamentos de escritor
a.Trocar idéias com outro escritor
b.Pedir colaboração para revisão



** Sinonímia: Processo de não repetir as mesmas palavras dentro de um texto. Fazer as trocas


Propostas de Produção de Texto

Questões para reflexão:
1. O que têm em comum as propostas discutidas?
2. Em que contribuem para a constituição da proficiência escritora dos alunos?

Proposta 1 –
Consigna: Relacione as tirinhas com o estudo na sala, redija “Distribuição das nossas matas”
- Não foi definido o gênero e deve aceitar todos os tipos de textos
- Não tem contexto de produção de texto
- “Tirinhas” oferecida para produção de texto

Proposta 2 – “Richard e o passarinho”
Consigna – Observe os quadrinhos e conte a sua história. Escreva nos espaços ao lado de cada um.
- Ideia era seqüenciar as informações.
- Os quadrinhos limitam informações, provoca uma situação de coerência.

Proposta 3 – “Quadrinhos da Bruxinha” – Eva Furlan
Consigna – Leia a história com atenção e escreva ao lado de cada quadrinho
- Transformar uma tirinha de humor em texto escrito com humor é muito complexo sofisticado e difícil.

Proposta 4 – “E você terá um texto...”
Consigna – Observe a figura abaixo e responda as questões abaixo.
- Não tem coesão e coerência


Aspectos observados:
- Todas as propostas preocupam-se apenas com o oferecimento de referencial temático, como se fosse suficiente para aprender a produzir textos.
- Esse referencial temático é oferecido de várias maneiras:
• Com quadrinhos genuínos (tirinha da bruxinha e do Chico Bento)
• Com quadrinhos elaborados para finalidades didáticas
• Com gravura única
• Com grupos de palavras correspondentes a um parágrafo
• Com grupos de palavras resultantes de levantamento de experiência vivida
- Nenhuma proposta oferece referência sobre o contexto de produção de texto.
- Compreender as estruturas por traz do texto literário
- Oferecer o contato com diferentes gêneros por prazer ampliando o repertório.
- Alguns gêneros precisam ser aprofundados para serem escritores proficientes.
- Coesão e coerência são capacidades básicas lingüísticas.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Leitura

Alguns procedimentos de apoio à leitura

Marcar palavra-chave
Palavra-chave é o termo que sintetiza as ideias importantes do texto, traduz o sentido de um contexto ou o torna claro.
Num texto que associa o aumento da violência à programação da televisão, as palavras-chave poderiam ser: televisão, programação, aumento da violência.

Dicas:
Ao marcar as palavras-chave, fazer anotações à margem com a ideia que elas concentram.

Grifar textos
Os leitores grifam ou sublinham passagens dos textos quando têm a intenção de deixar marcadas ideias que consideram importantes ou que revelam como o texto está organizado. É importante saber o que se pretende antes de iniciar o procedimento.

Dicas:
- Não grifar parágrafos inteiros, pois longos trechos marcados impedem que se recuperem rapidamente as idéias essenciais.
- Nem todos os parágrafos apresentam ideias que precisam ser grifadas, já que muitas vezes os autores repetem concepções ou tentam explicá-las com exemplos.
- Antes de grifar, é importante ler o texto inteiro pelo menos uma vez para perceber como ele está organizado.

Resumir
É uma excelente forma de estudar em profundidade. Resumir não é apenas copiar alguns trechos nem citar o início de cada parágrafo, mas condensar fielmente as ideias ou os fatos contidos em uma produção maior sem perder de vista:
a) cada uma das partes essenciais;
b) a progressão em que elas se sucedem;
c) a correlação que o texto estabelece entre cada uma dessas partes.
Sem compreender o sentido global, é impossível fazer um bom resumo. Ao mesmo tempo, a elaboração do resumo leva à melhor compreensão do texto. É fundamental também observar o título e os subtítulos (quando houver).

Dicas
- Ler uma vez o texto ininterruptamente para ter noção do conjunto e entender o significado das partes, preocupando-se em responder à pergunta: "Do que trata o texto?"
- A segunda leitura, sempre necessária, deve ser feita com interrupções e lápis na mão para destacar ideias, entender o significado de palavras difíceis (se preciso, recorrer ao dicionário) e captar o sentido de frases mais longas, com inversões ou com elementos ocultos e observar as palavras que dão coesão ao texto (assim, isto, isso, aquilo, aqui, lá etc.).
- Num terceiro momento, dividir o texto em blocos de ideias que tenham alguma unidade de significação. Em um texto pequeno, pode-se adotar como critério de segmentação a divisão em parágrafos. Já num maior (o capítulo de um livro, por exemplo) é conveniente adotar um mais funcional, como as oposições entre os personagens e as marcas de espaço e de tempo.
- Escrever o resumo com as próprias palavras, explicitando a lógica dos blocos visualizados, seguindo a ordem das idéias como aparecem no texto principal e estabelecendo relações entre elas.

Fichar
É o registro de dados relevantes sobre algum tema ou assunto, conforme os objetivos da leitura. Se no resumo recupera-se a totalidade do texto principal, no fichamento há seleção, organização e registro de informações para atender a objetivos específicos de leitura.

Dicas
- Começar o fichamento com especificações da fonte: nome do autor, título da obra, editora e ano da edição.
- Ao transcrever passagens inteiras, anotar as referências das páginas.

Esquematizar
É composto de palavras-chave ou frases que sejam muito significativas para a compreensão do texto e permite que as articulações entre os diversos elementos sejam visualizadas. A representação simplificada do esquema leva à fixação das
informações do texto.

Dica
- Localizar a palavra ou frase importantes e, ao lado delas, fazer uma chave ou uma seta para inserir outras palavras ou frases relacionadas.

Fazer paráfrase
Usa-se quando se quer escrever um texto com base em outro para torná-lo mais compreensível ou apresentar um novo enfoque. Em uma paráfrase, é possível ampliar ou reduzir uma passagem, traduzi-la em uma linguagem mais simples ou interpretá-la.

Dicas
- Solicitar aos alunos sínteses orais dos textos lidos antes da produção da paráfrase.
- Produzir sínteses coletivamente.
- Escrever sínteses no quadro e cortar redundâncias.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Elaboração de Pauta Formativa

Itens que devem constar numa pauta formativa:

- Contextualização
- Objetivos –
(Verbos no infinitivo)
- Leitura pelo Coordenador
- Levantamento de Conhecimentos Prévios em relação aos objetivos
- Problematização
- Ampliação
Embasamento teórico (vídeos ou textos)
- Sistematização - devolutiva
- Encaminhamentos propostos

domingo, 29 de maio de 2011

Seminário Abril de Educação

Participei desse seminário dia 21/05/2011 - Novotel Center Norte

Participação: Jornalista Laurentino Gomes
Escritor de de livros "1808" e "1822"

O Brasil fez uma opção quantitativo pela educação e o desafio a partir de agora é qualitativo.
O Brasil não investi em pesquisa, temos que formar novos pesquisadores dentro da escola.
Temos preparar os alunos para as mudanças, se atualizar frequentementee e aprender sozinhos.
A educação precisa ensinar a pensar através da pesquisa, conhecimento novo com discernimento.
A educação sozinha não resolve, mas precisamos da cultura que está dentro da família.


Palestrante: Luis Roberto Dante
Letramento na perspectiva da matemática

- Criar oportunidades para o aluno pensar situações lógicas, lúdicas e situações problemas.
- A ferramenta da matemática ela é fonte de pesquisa sempre.
- A matemática é simples, mas a linguagem não é simples.
- O conceito de letramento em matemática foi definido pelo PISA. O que significa? A matemática no cotidiano, nas práticas sociais.
- O papel que a matemática desempenha no mundo.
- Habilidade de realização de operações utilizando métodos
- Formular, resolver e interpretar.
- Trabalhar mais próximo do social.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Valorização do Professor

(Eu acuso!)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...) (Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).
A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.
O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.
Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.
No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...
E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”
Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente...
Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”. Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar. Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:
EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;
EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;
EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;
EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranquilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;
EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, frequentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;
EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;
EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;
EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;
EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer
saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;
“EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;
EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,
EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;
EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.
EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;
EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;
Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Estudantes em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.
A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “ Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.”
Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann
Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.